Sobre "Minimalism: A Documentary About The Important Things"

Oi, gente!

Hoje quero compartilhar com vocês minha opinião sobre o documentário Minimalism: A Documentary About The Important Things, ou no nosso bom português: Minimalismo: Um Documentário Sobre as Coisas Importantes.

A breve sinopse do documentário diz o seguinte: "Pessoas que acreditam que bens materiais não trazem felicidade são entrevistadas neste documentário que aborda a questão: menos é mais?"

Pois bem. Eu assisti esperando uma coisa e recebi outra, rs
Não acho que seja um documentário ruim, mas achei ele bastante superficial. O documentário apresenta ideias legais, porém que não são exploradas ou bem explicadas para quem está assistindo.
A história principal trata do Ryan e Joshua e sua jornada pelos Estados Unidos "apresentando" o minimalismo para as pessoas. Ambos deixaram uma carreira de sucesso, onde recebiam anualmente "mais de 6 dígitos", quando perceberam que esse dinheiro não os preenchia, não traziam a tão almejada felicidade. Então, eles simplesmente resolveram deixar tudo para trás. Inclusive o trabalho.
Durante essa jornada, o documentário vai nos apresentando outras pessoas, também adeptas do estilo de vida minimalista. Conhecemos um casal que foi viver em um tiny house (que são aquelas casas bem pequenas), uma mulher que criou um projeto chamado Project 333 (basicamente utilizar 33 peças de vestuário em 3 meses), entre outros.

Mas o que me chamou a atenção no documentário e que eu fiquei pensando todo momento foi: quem realmente pode se desfazer de tudo que tem para viver uma vida com tão pouco? Sei que algumas poucas pessoas conseguem esse feito, mas para mim ainda é bastante fora do normal... E olha que eu não chego nem perto dos "seis dígitos por ano"... Para mim, esse discurso acaba desencorajando as pessoas que o escutam. Acredito, que assim como eu, as pessoas param e pensam: nunca vou chegar a esse ponto. E muitas vezes, nem querem chegar nesse ponto. 

Esse documentário também me trouxe um outro questionamento: quanto de privilégio podemos ter para deixar tudo o que conquistamos simplesmente para trás? É preciso ter uma vida em que você já conheça o que é essencial para você - no sentido material - para que se livre do restante. Infelizmente, no Brasil ainda temos pessoas que sequer possuem o essencial... 

Outro ponto que me chamou bastante atenção foi: aos homens o enfoque é dado em terem largado a carreira, os bens. Já com as mulheres o enfoque é em como conseguiram diminuir os itens como roupas, bolsas e sapatos. Não queria ser a chata feminista, rs Mas foi algo que me chamou a atenção. Como se para as mulheres minimalismo fosse apenas desapegar do que é fútil, enquanto para os homens seja desapegar do sucesso...

Senti falta de um esclarecimento maior do verdadeiro consumo consciente. Soluções simples e práticas para pessoas como eu, como você, pessoas comuns. 

O que mais gostei no documentário?
Apesar de não ter gostado tanto quanto pensei que gostaria, fico com dois enfoques que gostei muito:
  • Você não consegue preencher sua vida com algo que você NÃO quer. Se é apenas o marketing que te faz pensar que quer, logo você pode até ter o artigo em questão, mas não será ele que te fará verdadeiramente feliz.
  •  A definição que eles dão para minimalismo é bem parecida com o que eu penso: buscar o que realmente importa, o que é essencial para nós com indivíduos. 
E você? Já assistiu o documentário?
 
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Até breve,
Fran Scandolara
 

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