Existe um padrão a ser seguido no minimalismo?

Oi, gente!

Não sei se é porque eu estou envolvida com o assunto, mas me parece que nos últimos meses, tenho notado uma onda crescente de pessoas se interessando pelo estilo de vida minimalista. Pra mim, faz todo sentido, já que a minha geração cresceu em busca de um trabalho que ame, de ser bem-sucedidos e viajar esse mundão a fora. E tudo isso nada mais é que viver experiências e não apenas comprar coisas.


Como sempre insisto em dizer aqui no blog, o minimalismo como estilo de vida, em suma é saber identificar o que é essencial em sua vida e não se prender ao resto. Assim temos consciência do que realmente nos faz bem e nos acrescenta coisas boas em nossas vidas. 
Mas, muitas vezes percebo as pessoas se enganando sobre o que é o minimalismo. Não existe uma regra a ser seguida, como tudo na vida. Cada um de nós sabemos quais são as nossas preferências e prioridades em cada área da nossa vida. 
Minimalismo não é vestir apenas preto e branco, mesmo que aos poucos você perceba que é muito mais útil ter roupas neutras do que um milhão de peças coloridas que não combinam entre si.
Minimalismo não é ter um cômodo inteiro branco com 2 móveis, mas ter um cômodo que tenha tudo o que você realmente precisa.
O que quero dizer é que ninguém precisa de coisas específicas para alcançar a essência do minimalismo. Não é necessário contar cada item que temos em casa e menos ainda aderir a um estilo só de roupas. Somos indivíduos e dessa maneira cada um de nós temos nossos próprios itens essenciais para nos fazer felizes.

O que eu gostaria de passar com esse post, são algumas atitudes que estou adotando no meu cotidiano para diminuir os excessos e simplificar a vida.
  
  • Mantenha as coisas que te fazem feliz.    
Afinal, não vejo nenhum sentido em me desfazer de coisas que tenho e me fazem bem. Na internet a fora existem muitas sugestões de itens que devem ser jogados fora. E, enquanto faz muito sentido se livrar de produtos fora do prazo de validade, roupas que já não servem e objetos quebrados que não têm conserto, não faz nenhum sentido se livrar de uma coleção de "qualquer coisa" que te traz uma imensa felicidade quando você vê, mesmo que sem uso na maior parte do tempo. 
Aqui cabe um ensinamento que aprendi com a Marie Kondo: deixe os objetos que ama próximo aos seus olhos. De que adianta uma coleção maravilhosa de canecas dentro do armário? Deixe-as no seu campo de visão para que o sentimento de felicidade se mantenha presente sempre que ver.
Mas, se algumas coisas simplesmente estão ocupando lugar, acumulando pó e sem fazer a menor diferença na sua vida, não pense duas vezes em descartá-las - incluindo a possibilidade de doar e vender.

  • Não se prenda a números.
Outra coisa que tem bastante na internet: sugestões de um número ideal de itens de cada categoria. X sapatos, Y calças, etc. Mas, esquecem que cada pessoa tem uma rotina e gostos diferentes, logo não tem como criar um padrão.
Eu, por exemplo, não preciso ter calças sociais. Não tenho costume de usar. Em contrapartida, mesmo depois de fazer uma boa limpa no guarda-roupa ainda tenho blusinhas sem manga - sou uma pessoa calorenta e não importa o frio que faça eu coloco uma delas com um casaco por cima, só para não tomar "friagem" kkk. Eis mais uma prova de que não existe um padrão para o minimalismo. É claro que eu viveria com menos blusas, se eu pensasse na função de cada uma, mas eu uso todas elas. Sem contar, que a maioria delas tem mais de dois anos e o fato de eu não sentir a necessidade de comprar outras para substituí-las me deixa muito mais feliz do que eu ter que ficar pensando em qual delas eu daria embora.
  • Livre-se do que realmente é desnecessário.
É bastante arriscado que durante a empolgação e o desejo de ter uma vida mais simples nós simplesmente tenhamos vontade de ir tirando da nossa vida tudo o que olhamos e pensamos ser excesso. Eu, tenho um problema com papeis de todos os tipos. Simplesmente ainda não encontrei um método de organização em que eles fiquem organizados ou no lixo, rs. Em compensação, sempre que estou ansiosa ou com tempo livre, corro para o guarda-roupa e vejo se tem alguma coisa que esteja precisando consertar ou que eu não queira mais usar. Não seria muito mais útil eu gastar essa energia organizando os papeis e não olhando de novo um móvel que já foi devidamente organizado? Então, minha dica é ir direto ao foco do que te faz infeliz e descartar o que realmente precisa ser descartado.

  • Cuidado com o "talvez eu precise" e "talvez eu uso".
Não vamos ser hipócritas: quem nunca decidiu manter algum item porque pensou que poderia usá-lo em algum momento? "A calça está pequena agora, mas vou emagrecer" já foi meu lema de vida, tanto que como podem ver no post de destralhe do meu guarda-roupa, estabeleci que algumas peças que amo e só preciso perder pouco peso para ficarem melhores, continuariam comigo, porém tenho um prazo de 3 meses para que elas realmente voltem a me servir, do contrário irei me desfazer.
Muitos de nós somos reféns do "talvez" e dessa forma acabamos juntando coisas que não fazem sentido em nossa vida. E como eu já disse aqui, não existe problema nenhum em ter muitas coisas, desde que você goste delas e as aproveite... Mas algumas vezes precisamos ser realistas, a chance de esquecer dessas coisas no dia seguintes são bem grandes. 



Espero que tenham gostado das dicas. Vamos procurar viver uma vida mais leve, com sentido, cercados por coisas que realmente nos façam mais felizes!

Até breve,
Fran Scandolara

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